sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manifestações do “Movimento passe livre”.

Vendo a vibração de certos católicos ditos conservadores com as manifestações organizadas pelo “Movimento passe livre” em São Paulo, que eclodiu em outras tantas por todo o país, penso ser importante alertar para os seguintes aspectos:

1. O movimento é uma organização geneticamente revolucionária, regida pelos princípios do Fórum Social Mundial (cf. http://mpl.org.br/node/2). Sua organização é anárquica (http://mpl.org.br/node/5, vide “horizontalidade”) e seus esforços se colocam em sintonia com os dos demais movimentos de desintegração social, como o gayzismo, o laicismo beligerante, o etnicismo etc. (cf. http://mpl.org.br/node/1). Embora alegue seu apartidarismo, confessa seu não antipartidarismo. Parece tão ingênuo e impoluto… E o diz propositalmente para parecê-lo. Mas…

O princípio para avaliar uma manifestação de massa é o uso político que dela se faz, que quase sempre não coincide com o motivo declarado explicitamente pelos manifestantes. De modo que, acima de tudo, atente-se que a não dependência partidária explícita não é sinônimo de independência da gerência partidária implícita. Aliás, de onde vem o dinheiro usado pela organização? E o comando para a mobilização das mídias, que acabaram se transformando em meio direto de convocação das hostes?

2. As críticas dirigidas pelos manifestantes ao PT são de que este não é tão comunista como queriam que fosse. Sendo assim, a vitória não é do partido, mas da mentalidade comunista, hegemonicamente presente na cultura popular. Este é o resultado da não oposição ideológica à revolução gramsciana , há décadas invicta em nossa nação.

3. Para quem pensa ser contraditório a esquerda colocar-se contra si mesma, não se esqueça de que a psicologia dialética é essencialmente suicida. Desta forma, na elaboração marxista, o socialismo é apenas uma etapa autodestrutiva para a implantação do comunismo; e aquela, estrategicamente, seria antecedida eventualmente por outras etapas, de igual modo autoaniquilatórias. Portanto, o PT é consciente de ser apenas uma etapa a ser superada naquele horizonte; e isto não é acidental, é totalmente programado para ser assim.

4. Historicamente, o movimento revolucionário sempre trabalhou:

a) com uma dinâmica contraditória, para espalhar confusão e dissolução na sociedade;

b) com a matização dos mesmos preceitos em modelos diferentes de radicalidade, para fugirem da acusação de extremismo, enquanto falsamente se encaminham para a execução dos mesmos objetivos;

c) com a implantação do vitimismo e da revolta, como elemento aglutinador de forças beligerantes;

d) fazendo com que este laboratório de engenharia social culminasse com a eliminação de alguns de seus opositores (a Igreja ou outras instituições conservadoras). Assim, por exemplo, começaram a revolução francesa e a guerra civil espanhola, todas, na origem, meras manifestações inocentes de vitimismo e, no fim, assassinas e anticlericais.

fonte:  http://fratresinunum.com/

terça-feira, 21 de maio de 2013

Vaticano nega reconhecimento de novas ordens equestres e militares

Cidade do Vaticano, 16 out 2012 (Ecclesia) – O Vaticano informou hoje que não reconheceu novas “ordens” equestres ou militares, como é o caso dos templários, sejam elas de fundação recente ou medieval.
“A Santa Sé não garante a sua [das ordens] legitimidade histórica ou jurídica, os seus fins ou estruturas organizacionais”, assinala um comunicado divulgado pela Secretaria de Estado do Vaticano.
A nota oficial refere ainda que, “para evitar possíveis dúvidas”, se considera “desapropriado o uso de igrejas ou capelas” para as chamadas ‘cerimónias de investidura’ e sublinha que o Vaticano “não atribui absolutamente nenhum valor” aos certificados ou insígnias oferecidos aos membros destas ordens.
A Santa Sé diz reconhecer as suas próprias ordens equestres (Ordem Suprema de Cristo, Ordem da Espora de Ouro, Ordem Pia, Ordem de São Gregório o grande e Ordem do Papa São Silvestre) e, para além destas, “apenas” a Ordem de Malta e a Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém.
“A Santa Sé não pretende inovar, a este respeito”, adianta o comunicado.

fonte:  http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=92870


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Senado colombiano rejeita projeto de casamento gay

Proposta recebeu 17 votos a favor e 51 contra e ultrapassou apenas um dos quatro debates necessários para se tornar lei
O Globo | BOGOTÁ — Na contramão de países como a França e o Uruguai, que aprovaram recentemente o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o Senado da Colômbia rejeitou nesta quarta-feira um projeto de lei sobre casamento igualitário. Apresentada pelo congressista Armando Benedetti, a proposta recebeu 17 votos a favor e 51 contra. O projeto ultrapassou apenas um dos quatro debates necessários para se tornar lei, e enfrentou forte oposição da Igreja Católica e figuras proeminentes como o procurador-geral Alejandro Ordóñez.
Após a votação, integrantes da comunidade LGBT mostraram sua reprovação na Plaza de Bolívar, enquanto algumas pessoas comemoravam o resultado. Os críticos ao projeto argumentaram que aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo seria um duro golpe para a “santidade” do matrimônio.
- O casamento como uma instituição, como um sacramento envolve a união do homem e da mulher, a fim de procriar – afirmou o senador Carlos Ramiro Chavarro, do Partido Conservador. – Eu respeito a relação que os homossexuais possam ter e que é seu direito, mas (…) a maioria do país quer manter a unidade familiar da sociedade, que trata da instituição do casamento ou da união civil apenas entre pessoas do sexo oposto.
Como é impossível que antes de 20 de junho se aprove uma nova lei sobre o tema, a partir da data deverá ser aplicada a regra do Tribunal Constitucional:
“Os casais do mesmo sexo podem ir perante um notário ou juiz para formalizar e solenizar uma relação contratual que lhes permitirá formar uma família”.
Na França, após cinco meses e mais de 170 horas de debates no Senado e na Assembleia Nacional, os deputados aprovaram na terça-feira, o projeto de lei que legaliza a união entre pessoas do mesmo sexo e também a adoção de crianças por casais homossexuais.

domingo, 3 de março de 2013

Entre Papas e Cardeais - Editorial Revista Permanencia 269 - Quaresma 2013

Um dos melhores textos que li nesses últimos dias... reproduzo-o pois é digno de mérito. 

Fonte:  http://permanencia.org.br/drupal/node/3545


Eis que, surpreendentemente, nos preparamos para conhecer o sexto papa do Concílio Vaticano II. Tendo já ultrapassado a marca dos 50 anos do seu início (1962), não podemos dizer que as coisas, no meio dessa crise, sejam previsíveis. Ainda há espaço para sustos e surpresas.

sábado, 2 de março de 2013

As palavras ácidas do Cardeal Pell (Finalmente algém dizendo a verdade)

Fonte:  http://fratresinunum.com

O Cardeal George Pell, 71 anos, Arcebispo de Sidney, é o segundo cardeal a tecer palavras críticas sobre a renúncia do Papa Bento XVI.
Considerado homem de confiança e alinhado às idéias do agora “Papa Emérito”, Pell foi claro sobre as conseqüências futuras que poderiam advir do precedente aberto com a renúncia do Sumo Pontífice: “Poderia haver pessoas que, estando em desacordo com um futuro Papa, montariam uma campanha contra ele para convencê-lo a renunciar”. Pell ainda deu o seu parecer sobre o Papa Ratzinger: “Ele conhece muito bem a teologia, mas eu creio que prefiro alguém que possa dirigir a Igreja e recuperar a unidade”. Para ele, o o governo de Bento XVI “nem sempre foi brilhante”.
As declarações, dadas a uma rede de televisão da Austrália poucos minutos antes do início da sede vacante, juntam-se às reservas do Cardeal Stanislaw Dziwisz, secretário pessoal de João Paulo II, e de Dom Roland Minnerath, bispo de Dijon, França, quanto à drástica decisão de Bento XVI. A Sala de Imprensa da Santa Sé não quis se pronunciar sobre as afirmações de Pell, que ainda acrescentou que o Papa estava “muito ciente” do fato de que a sua abdicação era “um rompimento com a tradição” e “particularmente desestabilizadora” para a Igreja.